sexta-feira, 29 de julho de 2011


Inteligência ou morte!
Saber mais significa escolher melhor e errar menos.
Oriunda do latim   intelligentìa  e conhecida inicialmente por sua associação a contextos militares e governamentais, a definição mais simples de inteligência talvez seja “entendimento, conhecimento”.
Foi com esse propósito essencial que a atividade foi incorporada ao universo corporativo, onde aparece com denominações como inteligência de mercado, empresarial, corporativa, business intelligence, inteligência estratégica, competitiva e outras.
Seja qual for a área de aplicação, o alcance ou meios utilizados para ampliar a compreensão sobre fatores envolvidos em escolhas importantes, o desenvolvimento de inteligência aumenta a capacidade de tomar decisões acertadas, com mais segurança e menor risco.
Ainda que encontremos empresas e gestores que se apóiam em experiência e intuição para definir ações, é cada vez maior o grupo dos que buscam entender com profundidade as principais variáveis presentes no cenário. O processo pelo qual se obtém este conhecimento – estruturado, regular, pontual – é menos importante do que a opção por ampliar sua visão e sensibilidade.
Mercados, produtos, ambientes de compra e concorrentes, por exemplo, podem ser avaliados em períodos específicos para direcionar movimentos estratégicos ou por monitoramento sistemático, orientando ações operacionais de marketing, vendas, trade marketing.
Na esfera de comunicação também é possível aplicar os dois formatos, mas algumas de suas áreas mais sensíveis respondem melhor a diagnósticos dirigidos e pontuais – discurso, marca, posicionamento. Modelos de monitoramento se ajustam a imagem corporativa, percepção interna e externa do serviço de comunicação.
Temos acompanhado excelentes resultados de empresas que optaram por projetos de inteligência específicos em mercado, comunicação e vendas, como instrumentos para balizar decisões estratégicas e também movimentos operacionais. Em todos os casos, percebemos que o conhecimento gerado trouxe algum tipo de mudança em relação à visão anterior: novas possibilidades passaram a ser consideradas, algumas premissas foram reavaliadas ou abandonadas, riscos importantes foram reconhecidos, oportunidades foram identificadas e inseridas no radar.       
Quando obtiveram acesso a informações estratégicas, essas empresas ganharam uma perspectiva privilegiada de vários aspectos envolvidos em suas decisões,  tornaram-se mais bem preparadas para realizar escolhas e mais competitivas para atuar em seus mercados, com vantagem sobre concorrentes.
Mas o maior benefício associado ao trabalho de inteligência talvez esteja no seu retorno a médio/longo prazo. Ao permitir que se evite um risco potencial, sinalizar uma oportunidade promissora ou indicar a revisão de prioridades, a atividade de inteligência contribui diretamente para proteger e melhorar o resultado das organizações em vários de seus setores.
Tal como os generais, no meio militar, é uma contribuição que todo gestor deveria considerar.
Marcio Ferreira